A embolada urbana dos irmãos Caju e Castanha
Falar de Caju e Castanha é sempre motivo de alegria e satisfação. Primeiro porque da fruta tudo se aproveita a Castanha assada é alimento forte, tipo exportação e o Caju é o fortificante do povão, desde o tempo da escravidão.
Conhecemos esses pernambucanos de ouro ainda adolescentes cantando emboladas em cima de caixotes na Praça do Diário em Recife, em vez de pandeiro eles tocavam em latas de doce, emocionavam a todos.
O tempo foi passando e Caju e Castanha amadureceram, conquistaram o Brasil e suas emboladas ultrapassaram nossas fronteiras. Na década de oitenta convidamos os dois para inúmeras apresentações em São Paulo, desde programas de rádio até festas folclóricas na praça pública e palestras em faculdades.
Aprendemos muito com Caju e Castanha, aliás continuamos aprendendo. Os dois são verdadeiros representantes do folclore nordestino, quando ouvimos suas emboladas, canções e poesias sentimos o sabor da Terra Pernambucana, são revolucionários.
Sentimos profundamente a passagem em 2001 do nosso querido Caju (O Mano Velho) para outra dimensão.
Mas como o cajueiro é um verdadeiro símbolo da resistência nordestina (tanto é que o maior deles se encontra no nordeste) suas raízes não param de crescer. Castanha (José Roberto da Silva) tem um novo Caju como companheiro, o sobrinho Ricardo Alves da Silva.
Temos plena certeza que continuarão fiéis aos ideais da família Silva de Vitória de Santo Antão – PE
Cristina Ramalho



